O
Hemocentro da Paraíba, pioneiro na realização de exames de DNA que
comprova a paternidade ou maternidade, recebeu na tarde desta
quarta-feira (1º) a visita da promotora de Justiça Nara Torres Lemos,
que coordena o Projeto “Nome Legal” do Ministério Público Estadual.
Recentemente a Secretaria de Estado da Saúde (SES) firmou uma parceira
com o MP para a realização de exames para confirmação de paternidade
dentro do projeto instituído pelo Ministério Público.
A promotora afirmou que veio conhecer as
instalações do Laboratório de Biologia Molecar e Paternidade do
Hemocentro da Paraíba como também definir as formas de como serão feitos
os encaminhamentos e os dias para a realização das coletas. “Nós temos
boas referências sobre esse laboratório e por isso achamos por bem firma
essa parceria”, comentou Nara Torres. Ao final da visita, a promotora
elogiou o serviço e disse não ter dúvidas de que esta parceria trará
bons frutos para as duas instituições e principalmente para a sociedade.
A coordenadora do laboratório, Crisemy
Benício, garantiu que será dado todo apoio técnico para a realização do
exame que define a paternidade por meio do exame de DNA. Ela explicou
que mensalmente são realizados 580 exames para definição de paternidade,
sendo 460 oriundos da Vara da Família e 120 do Ministério Público.
Segundo a coordenadora, toda a tramitação, desde a realização do exame
até a decisão na esfera judicial, pode durar 30 a 60 dias.
O laboratório conta com dois
bioquímicos, dois biomédicos, dois enfermeiros, um auxiliar
administrativo, um digitador e uma enfermeira. Os exames são realizados
nas segundas e terças-feiras o dia todo e na quarta pela manhã. Crisemy
Benício explicou que para agilizar ainda mais os serviços,
principalmente no que diz respeito à liberação dos laudos, a Secretaria
de Estado da Saúde está adquirindo programas de software e outros
recursos tecnológicos. Para a confirmação da paternidade, atualmente o
laboratório usa a técnica do PCR (Reação de Cadeia do Polimerase), que
vem sendo utilizada com confiabilidade e exatidão nos resultados.
Ela explicou que a coleta de sangue é
feita pela “pulsão digital”, uma das técnicas mais avançadas. São
coletadas duas amostras de sangue do suposto filho, duas do suposto pai e
uma da mãe e colocadas em um cartão semelhante ao usado no teste do
pezinho. Logo em seguida é feita a extração do DNA para confirmação do
vínculo genético e determinação do pai biológico.
Essa técnica é usada por instituições
forenses e de pesquisas e por laboratório de diagnóstico para DNA nos
Estados Unidos e na Europa, pelo FBI (Polícia Americana), Biobank, no
Reino Unido e Polícia Francesa, e no Brasil pelo Instituto de Medicina
Social e Criminologia de São Paulo (Imesc), Fiocruz, USP, Unicamp, UFRS
e Hospital das Clínicas do Paraná, sendo que esses dois últimos são
referências.
Fonte: http://www.paraiba.pb.gov.br/
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