sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sírios saem às ruas e pedem a queda do presidente

Dia foi batizado de "Sexta-feira das Crianças da Liberdade"; há pelo menos oito mortos


As ruas das cidades sírias foram tomadas novamente nesta sexta-feira (3). Milhares de opositores do governo fizeram novos protestos contra o líder Bashar al Assad. O dia foi batizado como "Sexta-feira das Crianças da Liberdade", em homenagem ao garoto Hamza al Khatib, de 13 anos, que foi, supostamente, torturado e assassinado pelas forças de segurança.

O grupo opositor Sham informou no Facebook que milhares de manifestantes saíram de várias mesquitas de Damasco após as orações do meio-dia para pedir a queda do regime. Por enquanto, pelo menos oito pessoas foram mortas, segundo a agência AFP. O outras 15 teriam sido presas, de acordo com a agência EFE.

Desde que começaram os protestos políticos em meados de março, o regime de Al Assad tentou sufocá-los sem sucesso com a adoção de várias medidas. Mais de mil manifestantes perderam a vida desde o início das manifestações, segundo as organizações de direitos humanos, que se intensificaram e se estenderam por várias cidades da Síria.

Cidades
O grupo Sham também afirmou que em Deraa, ao sul da capital Damasco, vários bairros estampavam cartazes que diziam: "Não ao diálogo com os assassinos de crianças”; em Deir Zur, no leste do país, e em Al Qamishli, no nordestes, testemunhas disseram ter ouvido disparos.

A organização Flash disse no Facebook que na cidade litorânea de Banyas vários fiéis foram presos na saída de uma mesquita. Em Nawa, perto de Deraa, os moradores saíram às ruas, apesar dos tanques do Exército e dos disparos das forças de segurança.

Mártir
Uma foto de infância de Hamza al Khatib foi estampada nos cartazes dos manifestantes em toda a Síria, depois que um vídeo no YouTube mostrando o corpo dele ensanguentado provocou indignação internacional.

O vídeo mostra o corpo inchado do menino, com feridas de tiros em seus braços, abdômen e peito, além de hematomas no rosto e nas pernas. Dois homens, aparentemente examinadores médicos, dizem que o pênis de Khatib foi cortado. Essa parte da imagem está com falhas. O vídeo aparentemente foi gravado em 25 de maio.

Autoridades sírias negam que o menino foi torturado e dizem que ele foi morto em uma manifestação na qual gangues armadas dispararam contra as forças de segurança.

Diálogo
No último dia 31 de maio, Al Assad decretou a formação de um organismo para iniciar um diálogo nacional e superar a crise que o país enfrenta.

Fonte: http://www.wscom.com.br/

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