sexta-feira, 10 de junho de 2011

Testes da Alemanha voltam a apontar brotos como causa da E. coli


Novos dados indicam que o broto de feijão é a provável fonte do surto de E.coli que contaminou quase 3 mil e deixou 30 mortos - 29 na Alemanha e um na Suécia -, disseram autoridades de segurança do país nesta sexta-feira. O anúncio foi feito depois de os investigadores terem rastreado a bactéria a partir de pacientes internados e terem feito o caminho reverso em direção a restaurantes e campos de cultivo.

Reinhard Burger, presidente do Instituto Robert Koch, centro nacional de controle de doenças da Alemanha, disse que o padrão do surto produziu evidências suficientes para levar a essa conclusão, apesar de nenhum dos testes em brotos vegetais de uma fazenda orgânica da Baixa Saxônia, no norte da Alemanha, ter dado positivo para a cepa da E. coli responsável pela infecção.

"São os brotos de feijão", disse Burger. Esses vegetais são muito consumidos na Alemanha, onde são servidos na maioria dos bufês de salada e, frequentemente, nos sanduíches. Muitos dos quase 3 mil que ficaram doentes até agora com sintomas iniciais de infecção estomacal enfrentam incertezas sobre a possibilidade de desenvolver a ssíndrome hemolítico-urêmica (SHU), que destrói glóbulos vermelhos do sangue e provoca graves problemas nos rins.

"É uma grande satisfação apresentar a descoberta hoje, e conseguir isolar a causa e a origem da infecção", afirmou Burger. "É o resultado da cooperação intensa entre a Alemanha e as autoridades alimentares."


"Pessoas que consumiram brotos (de feijão) tinham nove vezes mais probabilidade de ter diarreia hemorrágica do que aqueles que não (consumiram o vegetal)", disse. "O surto ainda não terminou."

O anúncio foi feito durante coletiva que reuniu as três instituições sanitárias federais que se ocupam da crise: o Instituto Robert Koch, o Birô Federal para a Proteção dos Consumidores e a Segurança Alimentar, e o Instituto Federal de Avaliação de Riscos.

As três instituições anunciaram oficialmente a suspensão do alerta decretado no final de maio contra o consumo de pepinos, tomates e alface, que custou milhões de euros aos agricultores europeus. "Nossos três institutos estão de acordo que não há motivo para manter essas recomendações", afirmou um dos dirigentes.

Além disso, aparentemente a fonte da infecção não está ativa e as cifras de novos doentes estão baixando. "Não há nenhuma outra pista além dos brotos", disse Burger, respondendo à pergunta se as autoridades estavam 100% certas de que não há outra fonte de contágio.


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